Entre altas e baixas de números que aparecem diariamente nos noticiários, o fato é que o Brasil chega em meados de 2017 convivendo com a instabilidade econômica e política. Embora ela não seja tão alarmante como foi em 2016, a crise ainda ronda com força as empresas, independentemente do porte. Essa situação, somada a outros fatores internos, leva esses negócios a enfrentarem sérios problemas financeiros. Como opção diante da ameaça de desfechos mais trágicos, os empresários recorrem à recuperação judicial na tentativa de negociar suas pendências e continuar com as portas abertas.
Somente no ano passado, pouco mais de 1,7 mil empresas acabaram recorrendo à recuperação judicial no Brasil, de acordo com levantamento da Serasa Experian. Entre os setores, o que registrou o maior números de pedidos foi o de serviços, com 713. Depois, vem o comércio, com 611, e a indústria, que chegou a 446.
Na avaliação por porte e tamanho do empreendimento, segundo a Serasa, as pequenas e médias empresas fizeram o maior número de pedidos de recuperação judicial, totalizando 1.134. Os negócios de porte médio registraram 470 solicitações e os grandes chegaram a 259.
Entre os fatores que causam esse resultado, um dos mais fortes é a queda no consumo, que, consequentemente, afeta o faturamento das empresas. O comércio é ainda mais prejudicado nesse cenário, pois sofre influência direta desse comportamento dos consumidores diante da crise.

O que fazer e como evitar a recuperação judicial?

Existem sinais que indicam ao empresário que ele precisa ficar alerta em relação às finanças do negócio. Um deles é o volume de vendas. Caso a procura pelos seus produtos ou serviços comece a diminuir, é hora de sentar e analisar os dados para descobrir o que motivou essa redução. Verifique se não tem a ver com sazonalidade, observando os números do mesmo período de outros anos.
A queda no faturamento também é um sintoma de que as coisas não vão bem na empresa. Assim como a constante solicitação de empréstimos, que, em determinado momento, pode comprometer seriamente o caixa. Enfim, são sinais facilmente perceptíveis para gestores que estão sempre atentos.
Diante disso, existem medidas que podem ser tomadas para melhorar a situação. Porém, o principal conselho é manter a calma. Cair no desespero não vai ajudar em nada e impedirá que o gestor tenha a cabeça no lugar para poder pensar nas soluções certas para o momento.

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