Administrar uma empresa é como conviver eternamente com aquelas letrinhas pequenas no rodapé de anúncios promocionais, não é verdade? Quer dizer, aparentemente as rotinas funcionam de um jeito, mas, na prática, há um monte de poréns. Por isso que é tão importante você conhecer o conceito de Custo de Mercadorias Vendidas (CMV).

É só pensar: estipular a margem de lucro, por exemplo, não é só colocar um valor sobre o custo de produção ou compra de uma mercadoria. Se fizer só isso, você pode ter prejuízos. Assim acontece com tantas outras obrigações, desde a folha de pagamento até contratação de crédito. O Custo de Mercadorias Vendidas é uma forma de evitar ao menos uma dessas “letrinhas pequenas” da gestão.

Com ele, você é capaz de conhecer os custos envolvidos na produção ou obtenção de determinado item. Ele considera tudo o que você gastou e contrapõe com o que você tem a receber ao vender uma mercadoria. Dessa maneira, é possível conhecer com mais exatidão o seu lucro bruto e não ter conclusões erradas a respeito das próprias finanças.

Ou seja, ao precificar um produto, você considera vários custos envolvidos no processo de manufatura ou compra dele para venda ou revenda ao seu cliente final. Mas, por mais que ali exista uma margem de lucro, é preciso verificar se ela está proporcionando ganhos reais com sua operação.

Imagine a seguinte situação: você compra um produto no atacado por R$ 100 e vende por R$ 120. Teoricamente, teve R$ 20 de lucro, certo? Mas pode acontecer de você ter tido outros custos além dos R$ 100 daquele produto, como o de armazenamento. O Custo de Mercadorias Vendidas, portanto, auxilia nesse tipo de informação, para que você conheça exatamente qual é o seu lucro bruto.

Dessa maneira, é possível saber se a sua empresa está gastando muito em determinada operação na empresa ou onerando o custo total do negócio. Para descobrir isso, vamos aprender a calcular esse indicador!

Como calcular o Custo de Mercadorias Vendidas

O Custo de Mercadorias Vendidas está intimamente ligado ao seu estoque. Pode parecer estranho para muitos o fato de o estoque representar um gasto, mas acredite: essas situações estão relacionadas. Se você tem itens parados, eles estão gerando custos para o seu negócio.

Então, para conhecer o valor do CMV, você precisa conhecer a soma do seu estoque inicial (EI), as compras do período determinado (C) e o estoque final (EF, que é o que sobrou depois das vendas). Dessa maneira, temos a seguinte fórmula:

CMV = EI + C – EF

Para entender melhor, vamos a um exemplo? Imagine que uma empresa tenha, no início do mês, R$ 10 mil em estoque (EI). Para tocar a produção do próximo período de 30 dias, investiu R$ 50 mil em compras (C). No fim do período, restou R$ 40 mil em estoque. No fim das contas, isso significa que o negócio teve um Custo de Mercadorias Vendidas de R$ 20 mil.

Caso o valor total das vendas não tenha ultrapassado R$ 20 mil, significa que não houve lucro bruto naquele mês. E isso é muito preocupante, já que o lucro bruto não considera outros custos, como impostos, logística, gastos administrativos e outras variáveis. Consequentemente, essa empresa teve um prejuízo muito grande.

E esse prejuízo se deve, principalmente, por uma falha na gestão do estoque. Mas, claro, a precificação incorreta e certamente abaixo do necessário também contribuiu para esse resultado. Sendo assim, fica visível que é preciso um reajuste de preços. E se isso não for possível sem perder competitividade, mostra-se urgente uma ação para cortar custos.

Mas seguimos em frente com o CMV! Isso porque este cálculo pode ser feito tanto para o valor geral, ou seja, a totalidade do seu estoque, quanto para produtos individuais.

Imagine que essa empresa que mostramos no exemplo fabrique peças para automóveis. Para identificar onde está o ralo dos recursos, é possível fazer o cálculo do CMV por item de modo a verificar qual deles está tendo menos saída ou precisa de um ajuste no preço.

Outra forma de tornar essa conta mais exata é calcular sobre o percentual do faturamento. Neste caso, é preciso conhecer o percentual médio de custos sobre o faturamento total e, depois disso, aplicar o resultado uniformemente a todos os produtos vendidos. Para tanto, o primeiro passo é conhecer o custo fixo da sua empresa, dividi-lo pelo faturamento e multiplicá-lo por 100.

Cuidar do estoque é essencial

Ao conhecermos o Custo de Mercadorias Vendidas fica claro que existe um custo inclusive quando o produto é vendido e teoricamente você só teria lucro com essa operação. O controle total a respeito desse aspecto só é possível se existir um olhar atento para o seu estoque, que é onde esse valor se acumula.

Sendo assim, não deixe de registrar tudo o que você tem estocado! Confira periodicamente por meio de balanços os seus registros e organize o espaço físico para que a mercadoria seja facilmente encontrada. A organização permite uma análise precisa do espaço necessário para armazenar novos produtos, diminuindo desnecessários investimentos com infraestrutura.

Por fim, estabeleça metodologias para evitar falhas de controle de estoque e envolva toda a equipe no processo para que esses custos sejam controlados com cuidado. O contato com fornecedores para negociar as melhores condições também é uma atitude fundamental para reduzir os custos da sua empresa, diminuir o preço praticado e aumentar o lucro.

E, claro, para que não apenas este, mas todos os controles da sua empresa estejam funcionando adequadamente, tenha um olhar atento aos outros setores do seu negócio. Verifique a qualidade dos contratos com seus clientes para que eles não lhe deixem na mão, acrescentando, além de tudo, custos com inadimplência.

Fique, também, atento às melhores opções de crédito e invista em uma rotina de cobrança. Com todos esses cuidados, somados ao conhecimento do seu Custo de Mercadorias Vendidas, a sua empresa tem tudo para ser financeiramente saudável e acumular oportunidades sólidas de crescimento.

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